
“In Europe, it doesn’t matter if you’re a boy or a girl. We make love with anyone we find attractive.”
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E vai entender…
Hoje, acordei 4 da manhã – tendo dormido até bem cedo – e, atordoada com um sonho chato, não consegui cochilar mais. O.o… Pelo menos, não bem. Rolei, rolei, rolei e não fiz nenhum strike. Continuar Lendo »
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Tem instantes em que vemos despertar gostos adormecidos há muito. Sempre tive uma adoração particular pelo cinema e uma paixão (profunda paixão) pelos clássicos da década de 50 e 60. Existem coisas muito minhas retidas numa outra época que afloram com a singeleza de certas cenas, olhares, sons e palavras… Continuar Lendo »
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“Agora vou escrever ao correr da mão: não mexo no que ela escreve. Esse é o modo de não haver defasagem entre o instante e eu: ajo no âmago do próprio instante. Mas de qualquer modo há alguma defasagem. Começa assim: como o amor impede a morte, e não sei o que estou querendo dizer com isto (…) Você tornou-se um eu (…) Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? (…) Tais momentos são meu segredo. Que estou fazendo ao te escrever? Estou tentando fotografar o perfume (…) Para te escrever eu antes me perfumo toda (…).” – Clarice Lispector Continuar Lendo »
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O imperativo tem um efeito poderoso. Kundera sabia disso e eu acordei com eles na cabeça – o imperativo e Kundera. Sorri com a lembrança de uma cadela que quase ganhou a graça de Tolstói, quase foi chamada Ana Karenina, mas recebeu mesmo o nome de Karenine – e como isso foi significativo, mas não é sobre o que venho falar…
Muito menos, sobre a leveza e o ser ou o perigo de não percebermos como essa leveza pode ser insustentável também. Deixo isso para uma outra oportunidade. Depois do mês de maio. Com toda a certeza. Continuar Lendo »
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Estranho como acreditamos – como precisamos acreditar.
Acreditamos em nós mesmos, nas nossas verdades e, ainda assim, a necessidade de um outro confiável surge como uma tentativa de confirmar que não somos os únicos, não somos a posta restante de seres que se entregam com a verdade de nossos corações.
Com o amor, a vida se agiganta em possibilidades como nós mesmos alcançamos o topo e o ilimitado sem tirar os pés do chão. Continuar Lendo »
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Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
“Ele está morto”
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
W.H. Auden
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Quando os músculos da face descansam em inexpressividade, é que o universo interior se revolve com maior intensidade.
Mas os amigos são mananciais de esperança diária; pílulas de alegria em doses generosas; ensaios de sorriso quando o espetáculo da nossa felicidade ainda não está pronto para estrear, mas já é o suficiente para empenho do outro. Sempre valemos esse empenho para aqueles que nos amam; para aqueles que realmente gostam de nós.
A idéia era permanecer na paz de cemitério, mas, com aqueles três, ficava difícil não sacudir o esqueleto; era impossível não pôr os ossos para dançar a melodia da vida. Continuar Lendo »
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O porquê foi a palavra que inventaram para que se fizessem as perguntas e obtivessem as explicações.
Mas nem tudo na vida se explica e nem toda explicação satisfaz. Continuar Lendo »
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E eis que encontro, perdido na bolsa, um biscoitinho da sorte.
Faço o ritual pedindo para não morrer intoxicada, porque sabe lá quanto tempo aquele “ser” passou perdido no universo chamado “minha bolsa” antes que eu o reencontrasse finalmente*… Continuar Lendo »
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